UNIMED - Sergipe
18 de Dezembro de 2020

“A verdadeira missão do NAIS é enxergar as necessidades das pessoas em sua integralidade”

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Dra. Luciana Guimarães assume a coordenação do NAIS  
 
Na entrevista “Sou do Time” desta sexta, 18, a médica de família e comunidade, Dra. Luciana Guimarães assume a coordenação técnica do Núcleo de Atenção Integral à Saúde (NAIS). A médica, que também é professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Acupunturiatra, compartilha suas expectativas e planos de gestão voltados à atenção primária à saúde.  
 
Unimed Sergipe: Como se deu a escolha pela carreira médica e os cuidados com a família e comunidade?
Luciana Guimarães: A escolha foi guiada pela possibilidade de cuidar das pessoas, de contribuir pelo seu bem-estar e sua saúde. Apesar de não vir de família de médicos, essa profissão sempre me encantou. Fiz a graduação médica na Universidade Federal de Uberlândia e, na sequência, optei pela Medicina de Família e Comunidade porque sempre gostei muito da clínica ambulatorial, e não me via cuidando apenas de uma parte do corpo humano. Me desafiei a cuidar das pessoas, dentro do seu contexto familiar e do lugar onde vivem, entendendo que família e comunidade são fatores que podem propiciar doenças, mas são, principalmente, recursos terapêuticos de cuidado e até de cura. Concluí a residência médica e o mestrado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e, posteriormente, realizei também a especialização em Acupuntura Médica pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura. Os caminhos da vida me trouxeram até Aracaju, onde iniciei minha carreira acadêmica como professora da Universidade Federal de Sergipe e na Unimed atuo como médica de família e comunidade no Núcleo de Atenção Integral a Saúde desde 2018.
 
US: Quais as expectativas em assumir a coordenação técnica do NAIS?
LG: As expectativas são contribuir para que esse serviço cresça e se torne uma referência para Unimed, agregando qualidade, eficiência e satisfação dos clientes, de forma cada vez mais integrada à rede de serviços da Unimed Sergipe. Temos uma equipe de grande capacidade técnica, mas também sensível e atenta no cuidado, é preciso crescer e fortalecer o que já existe.
 
US: Qual a importância e o impacto da Atenção Integral à Saúde para os beneficiários?
LG: O NAIS agrega diversos serviços que priorizam o cuidado das pessoas, que vão desde a promoção de saúde e a prevenção das doenças, como também o cuidado curativo, longitudinal e a reabilitação, seja no ambulatório ou na casa das famílias.  
Tem a visão de olhar as necessidades das pessoas na sua integralidade, e ofertar respostas a essas necessidades de forma articulada com a rede de serviços da Unimed Sergipe. Essa é a verdadeira missão das equipes do Unimed Pleno, do Programa Viver Bem, do Ambulatório de Feridas e Medicações e do Serviço de Atenção Domiciliar.
 
US: O cuidado com as pessoas, o incentivo a novos hábitos e a promoção de qualidade de vida estão no “DNA” dos serviços concentrados no NAIS. O que podemos esperar de novidades e mudanças para o Programa Viver Bem e Unimed Pleno?
LG: Em 2021, voltaremos com muitas novidades e ampliação de ofertas para o público da Unimed Sergipe. Assim que estivermos em uma situação mais tranquila, com menor risco de transmissão da Covid-19, o Programa Viver Bem voltará com uma gama de ofertas de promoção da saúde, com atividades educativas e exercícios físicos, promovida pela equipe multiprofissional de enfermagem, nutricionistas, psicólogas, assistente social e educador físico. Já em relação ao Unimed Pleno, planejamos a ampliação dessa estratégia baseada no cuidado das pessoas e suas famílias, pautadas pela atenção primária à saúde, captando novos clientes em Sergipe, visando o crescimento e a sustentabilidade da operadora no Estado.
 
 
US: O NAIS atuou de forma inovadora com o serviço de telemonitoramento dos pacientes Covid-19, realizado pelo Programa Viver Bem. Considerando o cenário de pandemia, quais os desafios e lições que a equipe leva para 2021?
LG: O telemonitoramento dos pacientes Covid-19 foi um grande aprendizado para a equipe. Tem sido um trabalho desafiador, porque vai além das orientações de isolamento domiciliar, e visa acolher as pessoas em um momento difícil que envolve medos e ansiedades, além de identificar sintomas de gravidade precocemente, levando a intervenções oportunas com encaminhamentos para avaliação médica. Acompanhamos os resultados de RT-PCR do laboratório da Unimed Sergipe diariamente e, infelizmente, temos visto um aumento progressivo de casos nos últimos 15 dias, com perfil de pacientes jovens e adultos infectados. Há um temor que, com os encontros familiares de fim de ano, tenhamos uma segunda onda da doença com novo pico em janeiro e fevereiro de 2021, com a possibilidade dos jovens serem agentes de transmissão do vírus para familiares idosos e de maior risco de mortalidade. Pedimos a todos que evitem sair de casa, aglomerações, ambientes fechados, usem máscara e intensifiquem as medidas de higiene. Enquanto aguardamos a aprovação das vacinas, o isolamento social é nossa principal arma de prevenção da doença e de evitar perder mais vidas queridas.