UNIMED - Sergipe
29 de Abril de 2021

No mês de combate à meningite, Unimed Sergipe promove debate para conscientização sobre a doença

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No mês de abril é celebrado o Dia Mundial de Combate à Meningite. A campanha, que acontece ao redor do globo, promove a conscientização sobre a doença, suas formas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Com alguns tipos mais transmissíveis que outros, os causadores mais comuns da doença são as bactérias, os fungos e os parasitas, sendo a bactericida a mais recorrente. 
 
Além dos principais tipos de meningite, de acordo com o neurocirurgião cooperado Unimed Sergipe, Dr. Hesmoney Santa Rosa, existem também as chamadas assépticas, que são as meningites causadas por irritação química, como, por exemplo, após um sangramento cerebral, após um traumatismo ou um acidente vascular cerebral.
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“A mais comum e mais perigosa é a meningite bacteriana. A meningite é uma doença transmissível, existem tipos que têm uma maior transmissibilidade e outros tipos que quase não transmitem ou são mais benignas. A forma que mais acontece a transmissão é bem parecida com a do coronavírus, ou seja, ela também é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável”, explica o neurocirurgião.
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Assim como acontece com o vírus causador da covid-19, a transmissão da meningite pode ocorrer por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar são ideais para o contágio. Outro fator é que a doença costuma se espalhar muito mais no inverno. 
 
“Para evitar temos que lavar bem as mãos, o mesmo cuidado que todos nós conhecemos atualmente. Podemos prevenir essa doença como as demais doenças que são transmissíveis por via aérea, por via respiratória ou por contato com as mucosas do nariz, da boca ou dos olhos. Precisamos estar em ambientes bem ventilados, principalmente no inverno. Evitar aglomeração, manter sempre uma ventilação adequada e se atentar aos cuidados de higiene, como higiene pessoal, lavar sempre as mãos, evitar de tocar nas mucosas na hora de se alimentar e, na hora de passar a mão na face, tem que estar com a mão bastante limpa com água e sabão ou, se não tiver, com álcool", orienta o Dr. Hesmoney Santa Rosa.
 
Outra forma de prevenção são as vacinas, para os casos causados por bactérias. Já a viral, segundo o neurocirurgião, geralmente tem um bom prognóstico, porém não existe vacina e o tratamento é mais paliativo. “Nós temos sim vacina para os grupos de meningite bacteriana. Aqui no Brasil nós temos dois grupos mais comuns, que é a C e a B, em que nós temos vacina. Daí a importância de cumprir o calendário de vacinação”, reforça o neuro.
 
Diagnósticos e tratamento
 
Para diagnosticar fatores e o tipo, são levados em consideração dois procedimentos realizados em conjunto, o quadro clínico e os exames complementares. Embora com sintomas parecidos a de uma síndrome gripal, existem alguns sinais físicos que chamam atenção para suspeita de meningite. 
 
“Nesse caso, nós teremos que proceder com os exames complementares, de sangue, de raio X, de radiologia do tórax, da face e também, quando a suspeita se confirmar, será necessário fazer o diagnóstico definitivo através da retirada do líquido cefalorraqueano, que é um líquido que existe ao redor do sistema nervoso central”, elenca o neurocirurgião da Unimed Sergipe.
 
Após ser retirado, o líquido é examinado, através do laboratório de análises clínicas, para descobrir qual o agente causador, se é uma bactéria e de qual tipo; se é um vírus e qual tipo do vírus; assim como também se for um fungo, for por irritação de sangue ou por irritação de algum produto químico.  
 
O tratamento da meningite mais comum, que é a meningite bacteriana, é feito através de antibióticos, geralmente de largo espectro, em altas doses, ministrados por via venosa, que requer uma internação hospitalar, um isolamento e cuidados com a transmissibilidade. 

 
“Esses pacientes geralmente ficam no mínimo duas semanas internados, tomando toda essa medição com a hidratação adequada e a medicação de suporte, para febre, dor, para insônia, porque o paciente fica agitado e assim por diante. No caso das meningites fúngicas, nós temos medicamentos específicos para fungos, os antimicóticos. Na parasitária depende da identificação do parasita. Mas, ela requer sim uma internação hospitalar o mais rápido possível. Quanto mais cedo diagnosticar a meningite, melhor o prognóstico. Se demora muito pode ser um quadro irreversível”, alerta o neurocirurgião, reforçando também a alta mortalidade da doença e a possibilidade de sequelas.
 
Infância
 
Durante a infância, é importante que os pais fiquem atentos à vacinação que imuniza as crianças contra a meningite. A pediatra cooperada Unimed Sergipe, Dra. Fabiana de Azevedo Silva, explica que a vacina age estimulando a formação de anticorpos para quando a criança tiver contato com o vírus, a bactéria ou o fungo que causam a meningite.
 
“Já na maternidade, a criança recebe a BCG, que protege contra a meningite tuberculosa. Nos primeiros anos de vida, também se imuniza contra a meningite pneumocócica, meningocócica e  Haemophilus influenzae, esta última introduzida no Brasil em 1999 e que reduziu em 90% os casos de meningite. Aos 12 meses, a criança se imuniza com a vacina tríplice viral, que protege contra meningites virais”, explica Dra. Fabiana.
 
Mesmo que a criança seja ainda muito pequena, é possível que os próprios pais percebam os sinais de alerta para um possível caso de meningite. “Em crianças pequenininhas, os pais devem prestar atenção em sintomas como febre, vômito, irritabilidade, apatia, recusa das mamadas. Nas crianças maiores, na queixa de cefaleia, sonolência e rigidez na nuca”, esclarece a pediatra.