UNIMED - Sergipe
19 de Maio de 2021

Cuidados essenciais em casa podem diminuir o risco de quedas em idosos

Quem tem idosos em casa sabe que os cuidados devem ser redobrados. A dificuldade de locomoção e equilíbrio e a baixa visão podem provocar acidentes que, mesmo sendo de baixa gravidade, podem comprometer a saúde e a mobilidade do indivíduo. A reumatologista cooperada Unimed Sergipe, Dra. Patrícia Fontes de Santana, explica que uma queda pode trazer sérias consequências para quem está na terceira idade.

“A pior consequência da queda no idoso é o fato de poder causar perda da mobilidade. O idoso acamado tem maior risco de escaras, tromboses e alterações de humor. Aumenta também o risco de cair de novo naqueles idosos que não ficaram acamados”, explica Dra. Patrícia.

idosa png.png

dra patricia.png

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estudos indicam que a prevalência de quedas, pelo menos uma vez ao ano, gira em torno de 30 e 60% em pessoas acima dos 65 anos. Já nas pessoas mais velhas, acima dos 80 anos, a incidência é mais alta e o número de mortes associadas a estas quedas chega a ser seis vezes maior.

Os locais mais comuns em que acontecem quedas de idosos são na própria casa, em cômodos como o quarto do idoso, o banheiro, a cozinha e áreas externas. Para se evitar estes tombos, o idoso deve praticar atividade física para fortalecimento muscular e equilíbrio, além de controlar as doenças como hipertensão arterial e diabetes.

No entanto, os cuidados em casa também dever ser considerados pela família. “Alguns cuidados importantes em casa são: não usar tapetes, deixar um tapete antiderrapante no banheiro, diminuir o número de móveis pela casa, usar sapato fechado e com solado de borracha, deixar uma luz acesa a noite para acesso ao banheiro, usar, se possível, barras de apoio no box do chuveiro e próximo ao vaso sanitário e não deixar que o chão molhado”, enumera a médica.

Entre os principais motivos que causam as quedas em idosos, estão a fraqueza da musculatura, a diminuição da qualidade da visão e da audição e também consequências de doenças crônicas. No caso de uma queda, é preciso que o familiar ou o acompanhante avalie se o idoso ainda está consciente.

“Primeiro, deve-se avaliar se está consciente e perguntar onde sente dor. Se não responder, levar imediatamente ao hospital por ambulância. Não se deve mexer no idoso e chamar ajuda médica para remoção e melhor avaliação. Se a queda não foi grave e o idoso consegue levantar, deve-se manter ele em repouso, sentado ou deitado, observar se tem hematomas ou dor e ficar atento ao nível de consciência nos próximos 3 dias. Qualquer mudança como perda de força, dificuldade para falar ou sonolência, o idoso deve ser levado a emergência”, alerta dra. Patrícia.