UNIMED - Sergipe
31 de Maio de 2021

Neurologista alerta para indícios e cuidados com a esclerose múltipla

Segundo a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, doença inflamatória autoimune, o distúrbio, também conhecido pela sigla EM,  afeta 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a doença do sistema nervoso central mais comum ao redor do globo. Podendo se manifestar em qualquer idade, a EM é mais comum em mulheres jovens, com idade entre 15 a 50 anos.

A médica neurologista conveniada Unimed Sergipe, Dra. Rafaela Cardoso, explica que as doenças autoimunes, como a EM,  têm uma produção desordenada dos anticorpos, que são um mecanismo de defesa do corpo para combater vírus e bactérias. Nesses casos, ao invés de o organismo produzir para as células para combater os microrganismos, produz contra algumas estruturas do nosso corpo.

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“A esclerose acomete a região do neurônio que a gente chama de mielina, que é uma pequena região muito importante para a transmissão dos impulsos nervosos. Dependendo da região afetada, a pessoa vai ter várias manifestações neurológicas que incluem a perda de força de um lado do corpo, formigamento, alteração de sensibilidade, desequilíbrio e alteração da visão sendo os sintomas mais comuns”, pontua  a neurologista do Núcleo de Atenção Integral à Saúde (Nais), ao explicar como esta doença acomete vários locais do sistema nervoso.

Ao apresentar sintomas, é necessário que o paciente com suspeita de esclerose múltipla consulte um neurologista o mais rápido possível para que, com o auxílio dos exames, a doença seja descartada ou confirmada, podendo dar início ao tratamento imediatamente. “Este é um quadro que começa devagar e que vai progredindo ao longo dos dias. Tem que procurar o atendimento neurológico quando passar 24 horas desde que os sintomas apareceram e estes continuam se apresentando de forma contínua”, alerta a Dra. Rafaela.

Para obter um diagnóstico preciso, são necessários alguns exames solicitados pelo neurologista. Além do exame físico, que é feito pelo neurologista, a Dr Rafaela Cardoso ressalta a importância de realizar uma ressonância. “Dependendo do que o paciente apresente naquele momento, a gente faz na cabeça, na coluna, na região da medula para ver se tem algum acometimento. Outro exame que nos auxilia no diagnóstico é o do líquor, em que é feita uma furadinha nas costas para tirar o líquido cefalorraquidiano da espinha para a gente analisar se tem aquela inflamação”, elenca a neurologista do Nais.

Por não haver cura,  os pacientes com EM precisam realizar tratamento contínuo. Para isso, existem diversos tipos de medicamentos, desde os  injetáveis, aos orais e endovenosos. “O tratamento é direcionado à questão inflamatória. Precisamos regular essa inflamação que está acontecendo a nível microscópico e a questão do medicamento é a partir do que é avaliado na consulta e do que mostram os exames”, esclarece a médica.

Além do tratamento com um neurologista, é importante que o paciente receba um acompanhamento multidisciplinar, envolvendo profissionais como psicólogo e fisioterapeuta. “Além do AVC, que é a doença mais incapacitante do ponto de vista neurológico, a esclerose desperta muito interesse porque é uma doença incapacitante que atinge jovens, naquele momento em que eles deveriam ser mais produtivos. Por isso que precisamos estar sempre de olho nesses diagnósticos porque, muitas vezes, acontece de a incapacidade ser aumentada pelo atraso em diagnosticá-la. É muito importante estar atento aos sinais: quanto mais rápido o diagnóstico, mais a gente consegue prevenir essas incapacidades”, complementa Dra. Rafaela.