UNIMED - Sergipe
17 de Agosto de 2021

Campanha Agosto verde-claro alerta para a importância do diagnóstico precoce do linfoma

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Criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a campanha Agosto Verde-Claro foi instituída com o objetivo de chamar a atenção da população mundial sobre os linfomas, que fazem parte dos cânceres das células do sistema imunológico. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a incidência de casos novos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 1970, devido aos avanços no tratamento.

Segundo a hematologista cooperada Unimed Sergipe, Dra. Bruna Quaranta, o próprio paciente consegue ter uma suspeita da doença observando algumas características, entre elas, o crescimento dos linfonodos.

“O linfoma vem da palavra linfonodo, que são aqueles glânglios, aquelas bolinhas no pescoço que crescem quando a gente tem uma infecção de garganta. Aquela bolinha que cresce e fica mais dolorida, esses são os linfonodos.  Eles são nódulos de defesa da gente, fazem parte do nosso sistema de defesa, quando eles crescem está havendo ali algum combate à infecção. Mas existe o crescimento por doença neoplásica, e nesse caso quando a gente fala de linfoma é o crescimento desordenado não regressivo e que se configura uma doença chamada linfoma e que precisa de tratamento específicos”, esclarece Dra. Bruna.

Os linfonodos fazem parte de uma cadeia linfática e são responsáveis pela limpeza do nosso sangue, funcionando como um filtro para substâncias nocivas. Quando o indivíduo é acometido por linfoma, geralmente pode observar o crescimento dos linfomas, mais comumente, na região do pescoço, da virilha e da axila. 
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“A maior parte dos linfomas não tem uma causa clara identificada. Principalmente num tipo de linfoma específico, tem a ver com a incidência da idade. A gente vai envelhecendo, nossas células vão se replicando, vão ficando mais velhas e nesse replicar, às vezes escapa uma célula com alguma mutação e ali vai se perpetuar uma doença”, explica a hematologista.

Além do fator idade, também existem outras possíveis causas para o aparecimento de linfoma. “Existem alguns fatores associados, como pacientes expostos a alguns produtos químicos, como o benzeno, solventes químicos, radiação, quem trabalha ou até quem fez tratamento de radioterapia pode dar uma incidência de neoplasia secundária. Existem estas substâncias relacionadas, mas na maior parte dos casos, a gente não tem uma identificação clara”, pontua Dra. Bruna. Além destes tipos de exposição, a médica explica que a doença pode ter associação, também, com vírus, como o HIV e o HTLV.

Mesmo se o paciente tiver com alguma infecção em vigência, ele deve observar o crescimento dos linfonodos. Caso esse crescimento persista de sete a 10 dias, sem regredir, é aconselhável procurar um hematologista.

“Os sintomas são associados ao surgimento desses gânglios no pescoço, na axila e virilha e também pode crescer o baço, o fígado, ter aumento de volume abdominal e sintomas constitucionais de doenças em progressão. Quando o paciente sente um cansaço repentino, quando faz coisas que fazia antes e não se cansava, quando perde cerca de 10% do peso nos últimos seis meses, quando aparece febre vespertina e sudorese noturna, tudo isso pode ser sintoma de linfoma”, afirma a especialista.

Durante o exame físico, o médico hematologista já é capaz de suspeitar da presença do linfoma. No entanto, a confirmação do diagnóstico é realizada a partir de exames como ultrassom, tomografia e biópsia. 

“Na maioria dos casos, o linfoma surge sem um fator causal suspeito. Mas em relação à prevenção, é o que se recomenda a todos: ter um estilo de vida mais saudável possível em relação à alimentação e à atividade física regular, pois atividade física é remédio para o corpo. Com isso a gente consegue diminuir a chance de aparecimento de qualquer tipo de doença”, garante a médica.

O tipo de tratamento adotado pelo médico é escolhido de acordo com o tipo de linfoma. “Quando se fala em linfoma, a gente está falando de um grupo de doenças muito grande, de linfomas mais lentos a linfomas mais agressivos, que precisa até de internação. Precisa-se saber o nome e o sobrenome do linfoma para saber o tipo de tratamento adequado. De acordo com o tipo, a gente tem a quimioterapia com algumas sessões venosas, a radioterapia e o uso de imunoterapias, que são drogas que não tratam todas as células, tratam aquelas que tem aquele marcador específico, melhorando a taxa de resposta e diminuindo os efeitos colaterais”, esclarece a médica.

“A recomendação geral é para todos buscarem sempre um estilo de vida mais saudável. É até clichê e repetitivo nos consultórios, mas não tem como fugir disso. É autorresponsabilidade, autoconhecimento. É pensar naquilo que a gente põe para dentro, porque seu alimento vai ser seu remédio ou seu veneno. Uma vez por ano, fazer um check up e ver se está tudo bem com a sua saúde”, completa Dra. Bruna.