UNIMED - Sergipe
23 de Agosto de 2021

Agosto Laranja: esclerose múltipla pode desenvolver sintomas em todas as idades

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Ainda cercada de dúvidas e alguns mitos, a Esclerose Múltipla, também conhecida pela sigla EM, atinge cerca de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo. A campanha Agosto Laranja busca esclarecer sobre esta doença autoimune, que pode se manifestar em todas as idades.
 
Mais comum em mulheres dos 15 aos 50 anos, na Esclerose Múltipla, assim como em outras doenças autoimunes, têm uma produção desordenada dos anticorpos, que são um mecanismo de defesa do corpo para combater vírus e bactérias. Nesses casos, ao invés de o organismo produzir para as células para combater os microrganismos, produz contra algumas estruturas do nosso corpo.
 
“A EM acomete uma região do neurônio chamada de mielina, que é uma pequena região muito importante para a transmissão dos impulsos nervosos. Dependendo da região afetada, a pessoa vai ter várias manifestações neurológicas que incluem a perda de força de um lado do corpo, formigamento, alteração de sensibilidade, desequilíbrio e alteração da visão sendo os sintomas mais comuns”, pontua  a neurologista conveniada Unimed Sergipe, Dra. Rafaela Cardoso.
 
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Quando os sintomas descritos aparecem, já é um sinal de alerta. Por ser um quadro em que os sintomas são contínuos e progressivos, o paciente deve procurar atendimento médico a partir de 24 horas depois de terem começado os sintomas.

 Além do exame físico, realizado pelo neurologista, Dra. Rafaela Cardoso ressalta a importância de realizar uma ressonância. “Dependendo do que o paciente apresente naquele momento, a gente faz na cabeça, na coluna, na região da medula para ver se tem algum acometimento. Outro exame que nos auxilia no diagnóstico é o do líquor, em que é feita uma furadinha nas costas para tirar o líquido cefalorraquidiano da espinha para a gente analisar se tem aquela inflamação”, elenca a neurologista que atende no  Núcleo de Atenção Integral à Saúde (Nais).

Para controlar a esclerose, já que a doença não tem cura, é necessário fazer uso de medicamentos que tratem a inflamação. “O tratamento é direcionado à questão inflamatória. Precisamos regular essa inflamação que está acontecendo a nível microscópico e a questão do medicamento é a partir do que é avaliado na consulta e do que mostram os exames”, esclarece a médica.

Diferente do AVC, que é a doença mais incapacitante do ponto de vista neurológico mas que costuma atingir pessoas mais velhas, a esclerose desperta muito interesse porque é uma doença incapacitante que atinge jovens, naquele momento em que eles deveriam ser mais produtivos.

Além do tratamento com um neurologista, é  importante que o paciente receba uma atenção multidisciplinar. “Por isso que precisamos estar sempre de olho nesses diagnósticos porque, muitas vezes, acontece de a incapacidade ser aumentada pelo atraso em diagnosticá-la. É muito importante estar atento aos sinais: quanto mais rápido o diagnóstico, mais a gente consegue prevenir essas incapacidades”, complementa Dra. Rafaela.

Atendimento Domiciliar
Seja em casos de esclerose múltipla ou em casos de outras doenças incapacitantes, os clientes da Unimed Sergipe podem contar com o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD).

O serviço integra todos os planos da operadora de saúde e proporciona cuidados especializados. Durante o atendimento, os profissionais do SAD também orientam os responsáveis e/ou cuidadores sobre como lidar com as dificuldades do dia a dia do(a) paciente, como higiene, alimentação e outros tópicos essenciais.
 
 “Prestamos serviços a pacientes acamados, restritos ao leito no caso agudo ou caso crônico. O médico do paciente encaminha um relatório para avaliação. Quando fazemos a avaliação deste paciente, a gente vê se ele precisa de fonoaudiologia, fisioterapia, visita médica, enfermeiros. E avaliamos também a quantidade de sessões necessárias”, explica a supervisora administrativa do SAD, Fernanda Primo.