UNIMED - Sergipe
15 de Outubro de 2021

Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis, Unimed Sergipe alerta sobre formas de diagnóstico e tratamento da IST

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No terceiro sábado do mês de outubro acontece o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que ainda é frequente no que diz respeito a problemas de saúde pública, sendo a principal infecção sexualmente transmissível depois do HIV. Desta forma, a data foi instituída para com o objetivo de enfatizar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. 

De acordo com a médica infectologista cooperada Unimed Sergipe, Mariela Cometki, a sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou ainda ser transmitida para crianças durante a gestação ou parto, apresentando os mesmos sintomas em homens e mulheres. Ela explica também que essa infecção pode ser caracterizada de três formas: primária, secundária e terciária. 
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“Na Sífilis primária, o infectado possui uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria, ou seja, pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele, que aparece entre 10 e 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias e é chamada de “cancro duro”. Normalmente, ela não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas - caroços - na virilha. Essa ferida desaparece sozinha, independentemente de tratamento”, pontua a infectologista cooperada da Unimed Sergipe.

Já na Sífilis secundária, os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. “Podem surgir manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias. Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas pelo corpo. As manchas desaparecem em algumas semanas, independentemente de tratamento, trazendo a falsa impressão de cura”, alerta a médica.

Nos pacientes com Sífilis terciária, os sintomas podem surgir entre 1 e 40 anos após o início da infecção, sendo eles principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, nesse caso, podendo levar à morte. Existe ainda uma fase assintomática da infecção, a Sífilis latente .

“Não aparecem sinais ou sintomas. Essa fase é dividida em: latente recente, até um ano de infecção; e latente tardia, mais de um ano de infecção. A duração dessa fase é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária”, explica a infectologista.

Para obter o diagnóstico, é feito o teste rápido (TR) de sífilis, que está disponível nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), e também exames laboratoriais como o VDRL e FTA- ABS. No caso do teste, a coleta é feita de forma prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Com relação ao tratamento, Mariela Cometki destaca o uso de antibióticos prescritos de acordo com o caso da pessoa infectada.

“O tratamento da sífilis é realizado com a penicilina benzatina, antibiótico que está disponível nos serviços de saúde do SUS. A dose de penicilina que deve ser utilizada vai depender do estágio clínico da sífilis. A penicilina é o tratamento de escolha para sífilis, outros antibióticos devem ser avaliados para casos específicos de acordo com a avaliação criteriosa do profissional de saúde. Após o tratamento completo, é importante continuar o seguimento com coleta de testes não treponêmicos para ter certeza da cura”, diz a infectologista, reforçando também que todas as parcerias sexuais dos últimos três meses devem ser testadas e tratadas para quebrar a cadeia de transmissão.