UNIMED - Sergipe
05 de Julho de 2022

Covid-19: Dose de reforço não pode ser aplicada em pessoas com síndromes gripais

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Em Aracaju, pessoas acima dos 35 anos de idade já estão aptas a receber a quarta dose da vacina contra a Covid-19, também chamada de segunda dose de reforço. No entanto, em pleno inverno, período em que são comuns as síndromes gripais, muitas pessoas estão em dúvida se podem receber a imunização mesmo com sintomas.

A infectologista cooperada Unimed Sergipe, Dra. Mariela Cometki, explica que é necessário esperar cessar os sintomas das síndromes gripais antes de receber a dose de reforço do imunizante. "Como estamos em época de bastante síndromes respiratórias e a gente não sabe a etiologia da maioria delas, precisamos estar sem sintomas para poder receber tanto a vacina de reforço da Covid-19, quanto a vacina da gripe. É preciso aguardar a melhora dos sintomas e estar a pelo menos três dias sem febre, isso que caracteriza a época certa de tomar  a vacina", explica a infectologista.
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De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, reunidos pelo Consórcio de Imprensa, a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil ficou acima de 200 vítimas diárias nos últimos dias. O índice é 55% a mais do que o registrado há duas semanas. Pessoas que ainda não tomaram a dose de reforço e que foram diagnosticados com a Covid-19 também devem aguardar para receber a vacina.

"Os pacientes que testaram positivo para a Covid, a orientação é de que aguarde 30 dias, a partir do dia em que começaram os sintomas, para tomar a vacina. Pode tomar  a vacina de reforço da Covid junto com a vacina da gripe e a de reforço do sarampo. Não tem nenhum problema e não é necessário esperar um período de tempo entre as doses, como era feito antes", afirma Dra. Mariela.

Suspeita e prevenção

Desde o início da pandemia, em 2020, especialistas em saúde recomendam diversas medidas a serem adotadas em casos de suspeita de contaminação. Entre elas, procurar imediatamente um serviço médico ao perceber sintomas compatíveis com a Covid, como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar. 

Também é importante evitar contato físico com outras pessoas, incluindo os familiares, principalmente, idosos e doentes crônicos e não esquecer do uso da máscara e da higienização das mãos. As máscaras (PFF2 e cirúrgicas) seguem como grandes aliadas na hora de preservar a saúde.

Outras formas de prevenção também são essenciais, como manter as vacinas em dia, acompanhar as orientações oficiais sobre doses de reforço, higienizar bem as mãos, evitar aglomerações, manter ambientes fechados sempre bem arejados e ficar em casa se apresentar algum sintoma.