UNIMED - Sergipe
19 de Setembro de 2022

Centro de Oncologia da Unimed Sergipe oferece acompanhamento psicológico para pacientes

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A campanha do Setembro Amarelo chama a atenção para a prevenção do suicídio e para o cuidado com a saúde mental, reforçando uma preocupação constante do Hospital Unimed, que faz o acompanhamento dos pacientes internados na instituição, em especial aqueles que recebem diagnósticos mais sensíveis, a exemplo dos atendidos na oncologia.
 
A psico-oncologista Wlliane Moreira, que atende no Centro de Infusão e Oncologia da Unimed Sergipe, ressalta que, apesar dos avanços na medicina, o câncer ainda é uma doença muito temida. “O diagnóstico traz à tona o fantasma da morte e o medo de morrer. Aflora também muitos sentimentos, como tristeza, medo, raiva, ansiedade e, até mesmo, desencadeando quadros depressivos”, pontua.

Nesse momento de maior vulnerabilidade, o tratamento deve considerar todos os aspectos dos indivíduos: o biológico, o psicológico, o social e o espiritual. “Entendendo essa complexidade, fica evidente a importância da psicologia no tratamento oncológico, pois o cuidado não deve ser restrito apenas ao corpo. Olhar para todas as camadas ajuda a oferecer um atendimento global, buscando o bem-estar e a qualidade de vida”, comenta Wlliane.
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Segundo a psicóloga, cada pessoa tem uma história e o organismo reage de forma específica ao tratamento, que pode desencadear em dor física, perda temporária de algumas funcionalidades. Tudo isso pode provocar um quadro de tristeza profunda. “O acompanhamento psicológico é fundamental como lugar de escuta para o paciente falar de suas dores, sendo acolhido, conduzido e tratado da forma mais humanizada possível”, relata a especialista.

Atendimento individualizado

O acompanhamento psicológico é tão importante para os pacientes oncológicos que a legislação brasileira garante a atuação de psico-oncologistas nos espaços hospitalares, reforçando a importância desse olhar global para o paciente.

No Centro de Infusão e Oncologia da Unimed, o atendimento psicológico é realizado a partir do encaminhamento médico ou do pedido do próprio paciente. O primeiro contato é feito de forma interdisciplinar, integrando as equipes assistenciais de enfermagem e de psicologia, realizando o acolhimento para compreender as necessidades do paciente, a fim de orientar o foco do tratamento e do trabalho psicoterapêutico.

Nesse contato inicial, é feita a avaliação, estabelecendo um plano de cuidado que o paciente terá durante todo o tratamento na instituição, envolvendo o atendimento individual e, a depender do caso, ações em grupos. O acompanhamento psicológico é feito também durante a administração dos medicamentos, para aqueles pacientes que assim desejarem.

“O tratamento oncológico é subjetivo e muito específico, cada paciente reage de uma forma. Por isso, o acompanhamento psicológico é fundamental para que o próprio paciente entenda o processo de adoecimento, as etapas do tratamento, para que possa enfrentar e lidar com as emoções desse momento”, destaca a psico-oncologista.

Wlliane salienta que estamos no Setembro Amarelo, quando a mensagem para procurar ajuda psicológica é reforçada para toda a sociedade. “Em alguns momentos, o paciente oncológico não está bem, pode haver maior dificuldade de comer, problemas para dormir, pensamentos ruins, tristeza ininterrupta, perda de energia. Em todos esses momentos, a equipe de psicologia está disponível para acolher e escutá-lo”, enfatiza.